sexta-feira, 18 de agosto de 2017

☜♡☞..."A CANÇÃO DA ESPERANÇA"...☜♡☞


Momentos existem em que o desânimo nos visita.

Pois,
assim como a lua não pode estar cheia todo o tempo,
nem o vento soprar sem descanso,
não é possível ao homem acreditar sempre e
deixar-se sempre carregar pelas asas dos sonhos.

É possível que, vez por outra,
os pés que se mostram alados voltem a pisar sobre o solo;
e, mais do que isto,
que os obstáculos pareçam intransponíveis e
encubram todo a linha do horizonte.

Se assim não fosse, não seríamos humanos;
nem necessitaríamos caminhar sobre a terra.
O corpo é, para o espírito,
como o casulo que abriga a crisálida até que
se torne borboleta e possa voar.

Esta é a verdade que devemos ter em mente,
durante a noite mais fria e escura:
o dia decerto voltará, com o seu calor e a sua luz.
Tudo que precisamos é atravessar a noite,
até que raie o sol.

Abençoada seja, portanto,
a esperança que nos faz seguir em frente,
ainda que o caminho pareça estreitar-se;
abençoada seja a força que sustém os nossos passos,
por mais cansados que estejam.

Porque desanimar não é a resposta,
entregar-se não é o caminho.
O navegante que mais aprende sobre o mar
não é o que permanece ao abrigo da enseada,
mas o que se aventura no alto oceano.

E, enquanto o primeiro jamais terá
uma visão mais ampla do mundo,
ao segundo caberão as grandes aventuras e
as grandes descobertas;
porque, se o medo nos mantém presos,
a coragem nos liberta.

Acendamos um fósforo e
a escuridão se dissipará ao nosso redor;
forcemo-nos a dar mais um passo e
a viagem prosseguirá.
Acreditemos e a luz da nossa confiança
iluminará o caminho a seguir.

Sempre existirão os caminhos,
enquanto formos capazes de caminhar.
Depois de cada calmaria ou cada vendaval,
a brisa voltará a acariciar os nossos cabelos;
secas as lágrimas, tonaremos a sorrir.

Quanto mais alta e escarpada for a montanha,
mais bela e abrangente será a paisagem vista do seu topo;
quanto mais profundo o abismo,
mais segura a ponte que construiremos sobre ele.

Quanto mais roseiras semearmos no jardim,
mais agradável será o seu aroma,
quando sobrevier a floração;
quanto mais pedras no caminho,
mais fácil espalhá-las para pavimentar o nosso chão.

Acreditar é preciso.
Estar sempre pronto a amar novamente,
ainda que a desilusão nos faça chorar;
confiar mais uma vez, andar mais uma vez,
sorrir mais uma vez, tentar mais uma e outra vez.

Sim;
momentos existem em que o desânimo nos visita.
Como, por vezes,
nuvens negras conseguem esconder,
por alguns momentos, o azul do céu.
Mas logo o vento as afasta e
o sol volta a brilhar.

Para iluminar o nosso caminho.

__HASSAN__

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