terça-feira, 1 de novembro de 2016

☜♡☞...O AMOR...☜♡☞



Não vos deveis iludir,
vendo no amor a vossa ponte para a felicidade.

Vede-o, antes,
como o sonho que anima os vossos passos;
que vos traz forças para a caminhada constante
em busca do Conhecimento,
da Vida e da Eternidade.

O amor não é apenas a nuvem,
que no céu assume os formatos criados pela imaginação do vento;
é também a chuva benfazeja que cai sobre a terra,
preservando a vida.

O amor não está apenas na beleza e no perfume da flor,
mas também no ramo que a acolhe,
na raiz que da terra extrai o alimento e
na seiva que sustenta a planta.

O amor não está apenas na mão generosa que distribui a dádiva;
mas também no trabalho honesto,
que com o próprio esforço tornou possível existir a doação.

O amor não está nos gemidos de prazer,
mas na ânsia que domina os amantes durante o
encontro dos corpos e leva as almas a buscar no orgasmo a
sensação de plenitude.

O amor não traz o desejo irracional de possuir alguém,
mas a generosidade de renunciar ao egoísmo;
de colocar a felicidade do amado acima da própria felicidade.

O amor não é a inocência,
mas a malícia temperada pelo carinho;
não é a pureza, mas o encanto da luxúria a dois.
Não é sagrado, nem profano;
é a canção da Vida em vós.

O amor é a gota que escorre da testa suada e
cai sobre uma boca entreaberta em sussurros de ânsia;
é a língua que a colhe e faz desaparecer
entre os lábios vermelhos e ofegantes.

O amor é a carne que penetra a carne,
para que as almas se possam encontrar.
É o gozo e o sofrimento,
a mais doce companhia e a pior solidão,
o efêmero e a eternidade.

O amor é a paz e a inquietude; o ciúme e a renúncia,
a compreensão e a intolerância, o perdão e a vingança.
A sensação de possuir o mundo e no instante seguinte
o vazio de nada ser.

O amor é a canção que flutua no ar e
o murmúrio das ondas na praia.
É o doce silêncio de quando nada é preciso dizer e
o silêncio opressivo de quando nada resta a dizer.

O amor é a sensação de poder e a agonia dolorosa da impotência.
É ele que vos transforma em anjos ou demônios,
ao sabor dos vossos caprichos e das vossas fraquezas.

O amor é o tudo e o nada; o vosso céu e o vosso inferno.
Brilha nas cores vivas da alvorada e
soluça na escuridão profunda da noite sombria,
entre o descaso e o abandono.

Escusai-vos de querer entender o amor.
Porque ele não vos pertence,
mas apenas visita os vossos corações;
a sua casa é na mansão do amanhã,
onde vivem os vossos sonhos.

No coração do Universo.

__HASSAN__

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