terça-feira, 29 de novembro de 2016

☜♡☞...O AMOR E A VIDA...☜♡☞



Cada amor, como cada vida, tem a sua própria história.
E não é com o seu tempo de duração,
nem com a maneira como terminará, que vos deveis preocupar;
deveis, sim,
aproveitar cada segundo em que deles vos for dado desfrutar.

Ambos terminarão, um dia.
E de um e de outra nada levareis,
senão as lembranças e o aprendizado.
Cuidai, pois,
para terdes as melhores lembranças e o melhor aprendizado.

Pois não é sábio o homem que atravessa os dias da sua vida
sob o temor da morte,
quando pode concentrar-se em viver e
aproveitar as coisas boas que o mundo lhe oferece.

Nem é sensato quem se angustia com o medo da separação,
quando lhe é possível viver o seu amor.
Não vos deve assombrar o medo da solidão,
nos braços do vosso amado.

Porque, lembrai-vos,
sois vós que escreveis as vossas histórias.
E aquele que se perde em amarguras,
enquanto a alegria passa ao seu lado,
viverá decerto uma história de amargura.

De que vale a água fresca do poço,
ao homem que sofre o temor de vê-lo um dia secar?
De que serviria a imensidão azul do céu,
para as aves que não se arriscassem a voar?

Por isto, eu vos tenho dito que vigieis os vossos medos.
Deveis saber que o medo é o mais pesado dos grilhões que
podeis atar aos vossos pés e impede de voar as vossas almas.

O medo é como a âncora, que mantém fundeado e preso o vosso barco.
É preciso que o supereis,
para que os vossos navios possam cruzar o oceano e
chegar a novos portos.

Necessitais do medo, como o barco da âncora;
viagens existem que não devem ser feitas,
pois o naufrágio seria inevitável.
Mas é preciso levantá-la, para descobrir novos horizontes.

O amor é, sim, como a vida.
E, embora a um e outra não possais fazer durar para sempre,
cabe-vos aproveitá-los ao máximo,
para que não vos visite o arrependimento tardio.

Pior do que perder, é jamais haver conhecido;
e para conhecer é preciso entregar-se.
Se quereis conhecer a ambos, o amor e a vida,
a eles deveis entregar-vos sem reservas.

Pois, ao fim da jornada,
não se arrepende o homem que se banhou na chuva
ou enfrentou o calor do sol.
Lamenta-se aquele que se deixou ficar à
proteção da árvore todo o tempo.

O amor, como a vida, tem a sua própria história.
E, longe de temer o seu final, deveis alegrar-vos,
quando a ambos conheceis,
ainda que não possais mantê-los para sempre.

É assim que conhecereis
o verdadeiro Amor e a verdadeira Vida.

__HASSAN__

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