sexta-feira, 18 de novembro de 2016

☜♡☞"COMO VEJO O AMOR"☜♡☞


Amar não é necessitar de alguém; é,
simplesmente, querer alguém.

Como não é repartir todos os momentos da vida;
e sim viver intensamente aqueles que nos é dado repartir.

Amar não é tornar-se um satélite,
mas descobrir a gravitação que permite a dois mundos
percorrerem a mesma órbita.

E não traz o medo da solidão,
mas a doce sensação de companhia.

Não é anular-se em função de alguém, mas existir.
Porque o próprio amor só existe entre duas pessoas que se completam.

O amor não é uma concha, a isolar-nos do mundo.
É antes um mirante, do qual descobrimos todo o seu esplendor.

E não é posse, mas entrega; não é egoísmo, mas compreensão.
Não é a certeza do conhecimento, mas a emoção da descoberta.
Não é compreender o ser amado, mas aceitá-lo como é.

Como é preciso que haja espaços entre as estrelas,
para que o céu possa mostrar todo o seu esplendor,
é preciso que os haja entre dois amantes,
para que neles o amor se possa instalar.

Porque o amor não é uma corrente, a ligar os pés de duas pessoas;
é a ponte entre dois corações.

Não é a segurança do futuro, mas a intensa emoção do presente;
nem a solidez da muralha, mas a inquietude do oceano.

O amor não é o teto que nos limita,
mas o céu que nos faz sonhar.
Não é a maciez da pétala,
mas a rosa com todos os seus espinhos;
porque não é apenas na pétala, que reside a beleza da flor.

Aquele que busca a segurança,
não deveria buscar o amor.

Porque o amor não está nas mãos entrelaçadas,
mas na emoção provocada pelo toque.
Não nas bocas que se encontram,
mas na ânsia que faz com que os lábios se entreabram.
Não nos corpos que se fundem, mas na plenitude do orgasmo.

Na posse, encontramos apenas a satisfação das nossas carências.

Só na entrega, podemos encontrar o amor...

__HASSAN__

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