sábado, 21 de maio de 2016

☜♡☞...A SUA ALMA É UMA BORBOLETA...☜♡☞


Hoje no caminho de algum lugar avistei uma borboleta.
Leve e delicada, passeava de uma flor a outra,
misturando suas cores aos sabores de cada uma delas.
Li, não me lembro onde,
que elas vivem somente vinte e quatro horas.
Achei poético, uma poesia meio triste:
após nascer lagarto e se fechar em um casulo,
saem do mundo transformadas para viver sua nova fase
em apenas um dia.

Borboleta em grego é conhecida também como psiquê,
que significa alma.
Seria isso, então?
Uma grande transformação que colore a alma,
que eleva a calma,
que entrega asas para vivermos um dia de cada vez?
Como será a morte das borboletas?
Estariam voando plenamente,
e de repente puft,
já não sentem mais nada?

Como seria a morte da alma?
Tenho para mim que uma além sem vida é uma alma sem cor:
vagueia pelas ruas do mundo tão cinza quanto o asfalto,
sem reparar nas flores do chão que o vento derrubou.


Eu borboleto por aí.
Gosto de pensar em um dia de cada vez – afinal,
saberei eu qual será meu último?
Já que tenho um por vez,
quero que sejam cheios de cor.

Cheios de amor,
que reúne todas as cores do mundo em uma coisa só,
que nem ao menos é coisa, muito menos só.

Tive que ir,
deixei a pequena borboleta por aí.
Não sei por quantas horas do seu dia ela podia florir-se,
desejei apenas que fosse doce.
E sei que será
– tem o amargo das coisas quem não se perde em jardins.
Quem não se perde, aliás,
não se encontra ou não repara nos singelos tesouros da vida.


Ao invés de só ir, eu sorri:
feliz por ter sido parte daquelas
grandiosas vinte e quatro horas da pequena borboleta.
Segui por viver as minhas horas.
Quantas mais? Não sei.
Mas que sejam coloridas, não doloridas.
Veja só,
uma letra entre a cor e a dor é só
uma questão de detalhe.
Colorir. Rir. Ir.

V O E I

__da__

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Um comentário:

  1. Lindo Amiga Angel!
    Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.
    Rubem Alves

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