terça-feira, 17 de julho de 2012

"JESUS NEGRO"


Ele se aproximou, estendeu sua mão e disse:
-acalme-se e descanse em meus ombros.
Seus olhos brilhavam como o sol,
sua voz era doce como a brisa do mar.
Sentia-me amparado e seguro
Podia fechar meus olhos e dormir.
Mas percebi que a figura que se apresentava a mim,
era negra.
Confesso que fiquei desnorteado
Aquele não era o Cristo que aprendi a amar.
Meu Cristo sempre foi branco, de cabelos loiros
Mas ele estava ali esperando que eu me recuperasse.
Mas o sorriso e os olhos não me deixava dúvidas.
Era Ele sim, negro, mas sublime em todos os gestos.
Era Ele que sempre esteve comigo nas horas difíceis
Era Ele que me confortava nos momentos de angústia.
Era negro, mas era quem eu aprendera amar
Era Ele, quem me guiara nos lugares árduos.
Era meu herói que ali estava
Não importava sua cor...
Uma lágrima rolou pela minha face,
pela vergonha de ter sido tão mesquinho.
Ele nada disse, mas seu sorriso me contava sua história.
Seus olhos me indicavam o caminho a seguir.
Também sorri, achando tudo uma tolice.
Desejava pedir perdão, mas calou-me e caminhou comigo.
Ainda não sei se tudo foi um sonho.
Mas sei que naquele instante o tempo parou,
e mais uma vez Ele me renovou.
Compreendi a tolice de nosso egoísmo
Não é cor da pele que fará alguém melhor ou pior.
Mas o amor que levamos no coração,
isso sim é o que importa
Branco ou negro, não interessa, Ele será sempre meu guia
Meu farol, meu porto seguro...
Eduardo Baqueiro

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"FORA DE MODA"




Se não estivesse
fora de moda...
eu iria falar de Amor.
Daquele amor sincero,
olhos nos olhos,
frio no coração,
aquela dorzinha gostosa
de ter muito medo de perder tudo.
Daqueles momentos que
só quem já amou um dia...
conhece bem.
Daquela vontade de repartir,
de conquistar todas as coisas,
mas não para retê-las
no egoísmo material da posse,
mas para doá-las
no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse
fora de moda...
eu iria falar de Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo
de fidelidade,
... respeito mútuo ...
e outras coisas mais.
Aquela sensação que embriaga
mais que a bebida...
que é ter, numa pessoa só,
a soma de tudo que
as vezes procuramos em muitas.
A admiração pelas virtudes
e aceitação dos defeitos,
mas sobretudo...
o respeito pela individualidade,
que até julgamos nos pertencerem,
sem o direito de possuir.

Se não estivesse tão
fora de moda...
eu iria falar em Amizade.
Na amizade que deve existir
entre duas pessoas que se querem.
O apoio, o interesse,
a solidariedade de uns
pelas coisas dos outros
e vice-versa.
A união além dos sentimentos,
a dedicação de compreender
para depois gostar.

Se não estivesse tão
fora de moda...
eu iria falar em Família.
Sim ... família!!!
Essa instituição que ultimamente
vive à beira da falência,
sofrendo contínuas
e violentas agressões.
Pai, mãe, irmãos,
irmãs, filhos, lar...
Isso mesmo, o bem maior de
ter uma comunidade unida
pelos laços sanguíneos
e protegidas pelas
bençãos divinas.
Um canto de paz no mundo,
o aconchego da morada,
a fonte de descanso
e a renovação das energias.
Família,
o ser humano cumprindo
sua missão mais sublime
de sequenciar a obra do criador.
E depois ... eu iria até,
quem sabe,
falar sobre algo como...
a Felicidade.
Mas é pena que a felicidade,
como tudo mais,
há muito tempo já está
fora de moda.
Me sinto feliz por estar
tão fora de moda...
E você?
Também está fora de moda
como eu???

Kysi e Alcina

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞

segunda-feira, 9 de julho de 2012

☜♡☞"SER MULHER"☜♡☞



Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida,
é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,
é estar antes do ontem e depois do amanhã,
é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas,
é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza,
é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa,
é ser enganada e sempre dar mais uma chance,
é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez, é fazer mil papeis ao mesmo tempo,
é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.

Ser mulher é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas,
é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever,
é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

Ser mulher é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável,
é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu,
é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor,
é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e das decepções.

Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e
dos filhos de outros e amá-los igualmente.

Ser mulher é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem,
é desbravar caminhos difíceis em instantes
inoportunos e fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher é entender as fases da lua por ter suas próprias fases.
É ser "nova" quando o coração está à espera do amor,
ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor,
ser cheia quando ele já está transbordando de
tanto amor e minguante quando esse amor vai embora.

Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão,
é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos
instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.

Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras
vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30,
imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

Ser mulher é conseguir encontrar uma flor no deserto,
água na seca e labaredas no mar.

Ser mulher é chorar calada as dores do mundo
e em apenas um segundo já estar sorrindo.

Ser mulher é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda,
é tropeçar, cair e voltar a andar.

Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce
e virar cinderela quando a noite chega.

Ser mulher é ter sido escolhida por Deus para colocar no mundo os homens.

Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito,
é uma dádiva, é ter dentro de si um tesouro escondido
e ainda assim dividí-lo com o mundo!

Silvana Duboc

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞

quinta-feira, 5 de julho de 2012

OS SAPINHOS EM NOSSAS VIDAS






Era uma vez uma corrida...

...de sapinhos !

O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.

Havia no local uma multidão assistindo; muita gente para vibrar e torcer por eles.

Começou a competição.

Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
"Que pena!... esses sapinhos não vão conseguir...
não vão conseguir!"

E os sapinhos começaram a desistir. Entretanto, havia
um que persistia e continuava a subida,
em busca do topo.


A multidão continuava gritando:

"Que pena! Vocês não vão conseguir!"

E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um...
menos aquele sapinho que continuava tranqüilo,
embora cada vez mais arfante.


Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele.
E a curiosidade tomou conta de todos, que queriam saber
o que tinha acontecido...

E assim, quando foram perguntar ao sapinho
como ele havia conseguido concluir a prova,
aí sim, conseguiram descobrir:

ele era surdo!

Não permita que pessoas com o péssimo hábito
de serem negativas,
derrubem as melhores e mais sábias
esperanças de seu coração!

Lembre-se sempre :
Há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos!

Portanto, procure sempre ser

POSITIVO !


Resumindo:


Seja "Surdo" quando alguém lhe diz que você
não pode realizar seus sonhos!!!
_DA_

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞

_SEMENTES DO AMOR_



quarta-feira, 4 de julho de 2012

"A PEDRA DA FELICIDADE"



Nos tempos das fadas e bruxas, um moço achou em seu caminho uma pedra
que emitia um brilho diferente de todas as que ele já conhecera.

Impressionado, decidiu levá-la para casa.

Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada, que
a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.

Era a Pedra da Felicidade. Esta pedra possuía o poder de transformar
desejos em realidade.

A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra, consultou sua fonte
de adivinhação e viu o que havia ocorrido.

Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que a havia encontrado era um jovem de família pobre e sofredora, concluiu que a pedra poderia ficar em seu poder, despreocupando-se quanto à sua recuperação.

Decidiu ajudá-lo.

Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria e uma caridade.

Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor
de outras pessoas. Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido
e apertar a pedra entre as mãos.

O moço acordou desapontado. Não gostou de saber que os poderes da pedra
somente poderiam ser revertidos em proveito dos outros.

Queria que fossem para ele.

Tentou pedir alguma coisa para si, apertando a pedra entre as mãos,
sem êxito.

Assim, resolveu guardá-la, sem muito interesse em seu uso.

Os anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho.

Certo dia, rememorando seu passado concluiu que havia levado uma vida infeliz, com muitas dificuldades, privações e dissabores.

Tivera poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta.
Jamais quisera o bem para os outros.

Antes, desejava que todos sofressem tanto quanto ele. Reviu a pedra
que guardara consigo durante quase toda sua existência e lembrou-se
do sonho e dos prováveis poderes da pedra.

Decidiu usá-la, mesmo sendo em proveito dos outros.
Assim, realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando-lhe um bem material.

Proporcionou uma grande alegria a uma mãe revelando o paradeiro
de uma filha há anos desaparecida e, por último, diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura.

Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado:
a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e, em meio a esta nuvem,
a fada - vista no sonho que tivera logo ao achar a pedra - surgiu, dizendo:

- Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti, eu farei.
Antes, devias fazer o bem aos outros, para mereceres o atendimento
de teu desejo.

Por que demoraste tanto tempo para usá-la?

O homem ficou muito triste ao entender o que se passara.

Tivera em suas mãos, desde sua juventude, a oportunidade de construir
uma vida plena de felicidade, mas, fechado em seu desamor jamais
pensara que fazendo o bem aos outros colheria o bem para si mesmo.

Lamentando o seu passado de dor e seu erro em desprezar os outros,
pediu comovido e arrependido:

- Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer o meu passado egoísta.

Autor Desconhecido

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"A GARDÊNIA BRANCA"



Todo ano em meu aniversário, desde que fiz 12 anos, um gardênia branca me era entregue anonimamente em minha casa. Nunca havia um cartão ou uma nota, e as chamadas à floricultura eram em vão porque a compra era feita sempre em dinheiro.
Após um tempo, eu parei de tentar descobrir a identidade do remetente. Me deliciava apenas com a beleza e o perfume mágico daquela perfeita flor branca suavemente envolvida em papel rosa.

Mas eu nunca parei de imaginar quem poderia ser o remetente. Passei alguns de meus mais felizes momentos em devaneios sobre alguém maravilhoso e emocionante, mas demasiado tímido para tornar conhecido sua identidade. Em minha adolescência, era divertido especular que o remetente poderia ser um menino apaixonado.

Minha mãe sempre contribuía com minhas especulações. Perguntava-me se haveria alguém para quem eu tivesse feito uma bondade especial, que pudesse demonstrar a apreciação anonimamente. Lembrou-me dos tempos em que eu deixava minha bicicleta para ajudar nosso vizinho a descarregar o carro e cuidar para que as crianças não fossem para a rua. Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor idoso do outro lado da rua. Eu freqüentemente recolhia sua correspondência na caixa e o entregava, assim ele não teria que se arriscar descendo a escada gelada.

Minha mãe fez o melhor que pôde para aguçar minha imaginação sobre a gardênia. Queria que suas crianças fossem criativas. Também queria que tivéssemos a sensação de sermos estimados e amados, não apenas por ela, mas pelo mundo todo.
Quando fiz 17 anos, um menino machucou meu coração. Naquela noite tudo o que eu queria era dormir. Quando acordei pela manhã, havia uma mensagem, feita com batom, em meu espelho: "Saiba, quando meio-deus se vai, os deuses chegam". Pensei sobre essa frase por muito tempo, e a deixei onde minha mãe o escreveu até que meu coração se curasse. Quando eu limpei o vidro, minha mãe sabia que tudo estava bem, novamente.

Mas havia algumas feridas que minha mãe não poderia curar. Um mês antes de minha formatura, meu pai morreu, repentinamente, de um ataque de coração. Me desinteressei completamente por minha formatura e pelo baile, pelo qual eu tinha esperado muito.
Minha mãe, em meio à seu próprio sofrimento, não admitia que eu faltasse. Um dia antes da morte de meu pai, ela e eu saímos para comprar um vestido para o baile e encontramos um espetacular. Mas era do tamanho errado, e quando meu pai morreu, no dia seguinte, eu me esqueci do vestido.

Minha mãe não . Um dia antes do baile, eu encontrei o vestido esperando por mim - no tamanho certo. Eu posso não ter me importado em ter um belo vestido novo, mas minha mãe se importou.
Ela se importava em como suas crianças se sentiam sobre si mesmas. Ela nos imbuiu com um sentido mágico e nos deu habilidade de ver a beleza mesmo na hora da adversidade.
Na verdade, minha mãe queria que suas crianças se vissem como a gardênia - encantadora, forte, perfeita, com uma aura mágica e um pouco de mistério.

O ano em que minha mãe morreu foi o ano em que pararam de chegar as gardênias.

Marsha Arons

Carinhosamente,
Ninna Angel☜♡☞