terça-feira, 6 de março de 2012

"COMO SE ESCREVE AMOR?"




Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância
pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.

Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis
vermelho ao redor das figuras.

Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha
e foi até à mesa da professora e disse:

- Professora, como a gente escreve...?

Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar
e não se atrever mais a interromper a aula.

Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.

Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho
e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila,
pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.

Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para
a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse.

- Mamãe, como a gente escreve...?

- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora?

Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela.

Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.

Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande
círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis.

Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.

Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto
da poltrona reclinável do seu pai e disse .

- Papai, como a gente escreve...?

- Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar
lá fora. E não bata a porta.

O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando
sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho
enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas
de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa.

Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos passaram...

Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos,

Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família.

O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida
e ela disse.

- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou pra o grande
círculo vermelho feito por

sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre
o círculo.

Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo!

E voltou. Com um lápis na mão.

Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis
perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.

- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua
mãozinha e a foi conduzindo,

devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida,
amor se escreve com as letras

T...E...M...P...O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar.
Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial,
o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça
e incentive.

Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor,
família, afeição.

Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.

Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...

Bom, o tempo é uma questão de escolha.
(DA)

Carinhosamente,
Ninna Angel ☜♡☞

YANNI





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